Psicomotricidade e Autismo: Estratégias Terapêuticas Baseadas no Modelo Dir/Floortime

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOMOTRICIDADE I CONGRESSO INTERNACIONAL DE PSICOMOTRICIDADE XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICOMOTRICIDADE

PSICOMOTRICIDADE E AUTISMO: ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS BASEADAS NO MODELO DIR/FLOORTIME

AUTOR:

Felipe Rezende da Silva
Profissional de Educação Física,
especialista em Psicomotricidade,
pós-graduado em Autismo,
Terapeuta DIR/FLOORTIME (DIR-PROFICIENT - ICDL / USA).
feliperezende25@gmail.com

RESUMO

Neste estudo, será apresentado, um breve histórico sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), e será descrito, resumidamente, a Psicomotricidade e o Modelo DIR / Floortime. Mais adiante neste mesmo estudo, abordaremos a intervenção terapêutica da Psicomotricidade com estratégias do Modelo DIR / Floortime em uma criança de nove anos de idade com o diagnóstico de TEA.

Este trabalho pretendeu mostrar, através de um estudo de caso, a influência da Psicomotricidade atrelada as técnicas do Modelo DIR / Floortime em uma criança específica com Transtorno do Espectro Autista e orientar aos pais e profissionais que trabalham com crianças com TEA a importância da intervenção terapêutica para o desenvolvimento das crianças que estão no Espectro Autista.

PALAVRAS-CHAVE: Transtorno do Espectro Autista. Psicomotricidade. DIR/Floortime

ABSTRACT- In this study, a brief history on Autism Spectrum Disorder (ASD) will be presented, and will be briefly described as Psychomotricity and the DIR / Floortime Model. Later in this same study, we will approach the therapeutic intervention of Psychomotricity with DIR / Floortime Model strategies in a child of nine years old with the diagnosis of ASD. This study aimed to show, through a case study, the influence of Psychomotricity coupled with the techniques of the Model DIR / Floortime in a specific child with Autism Spectrum Disorder and to guide parents and professionals working with children with ASD the importance of therapeutic intervention for the development of children who are in the Autistic Spectrum.

KEYWORDS: Autistic Spectrum Disorder. Psychomotricity. DIR / Floortime

1. INTRODUÇÃO

As características essenciais do transtorno do espectro autista são prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Esses sintomas estão presentes desde o início da infância e limitam ou prejudicam o funcionamento diário (DSM-5, 2014).

O número crescente de diagnósticos, novas pesquisas e observações clínicas está fazendo o possível para entender as diferentes capacidades dessas crianças focalizando no indivíduo e, consequentemente, levantando muitas dúvidas entre os pais e profissionais sobre qual seria a terapia indicada.

Isto acontece principalmente quando a prática clínica tende a inserir o autismo num programa estabilizado assumindo que o comportamento e sintomas são similares e negando o princípio de que essas crianças possuem desejos e qualidades em diferentes áreas de funcionamento, que são indivíduos com características próprias, como todos nós (PIACENTINI, GOLDSTEIN & CAPELLI, 2011).

O conceito de Psicomotricidade ganhou assim uma expressão significativa, uma vez que traduz a solidariedade profunda e original entre a atividade psíquica e a atividade motora. O movimento é equacionado como parte integrante do comportamento. A Psicomotricidade é hoje concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio, e tem instrumento privilegiado por meio do qual da consciência se forma e materializa-se (FONSECA, 2012).

O modelo DIR/FLOORTIME foi desenvolvido por Stanley Greenspan e Serena Wieder nos Estados Unidos. Essa abordagem foi resultado de muitos anos de observações e estudos a respeito do desenvolvimento infantil desde os anos 50. Nos anos 80, Stanley Greenspan e Serena Wieder unificaram o conhecimento de vários estudos relacionados ao desenvolvimento infantil e a saúde mental e reconheceram a importância dos relacionamentos e afeto para o aprendizado.

O DIR/FLOORTIME se baseia no Desenvolvimento Funcional da criança, suas diferenças Individuais e Relacionamentos, tendo como objetivo a formação dos alicerces para as competências sociais, emocionais e intelectuais das crianças, ao invés de se focar em comportamentos isolados.

O objetivo geral dessa pesquisa foi analisar o desenvolvimento do menor L. V. F. B. de 9 (nove) anos de idade diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista após intervenções terapêuticas de Psicomotricidade baseadas no modelo DIR/FLOORTIME.

2. MATERIAL E MÉTODOS

Neste estudo, por questões éticas, utilizaremos Mcqueen como nome fictício referente ao menor L. V. F. B.
Mcqueen foi avaliado por mim no dia 21/12/2017, através do FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO CDI (CENTRO DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE RECIFE-PE). Após 1 (um) ano de terapia de Psicomotricidade baseadas no modelo DIR/FLOORTIME, sendo duas sessões de aproximadamente 40 (quarenta) minutos cada.
Mcqueen foi reavaliado por mim no dia 06/12/2018 com a utilização do mesmo formulário citado anteriormente, para podermos ter um quadro comparativo da evolução do seu desenvolvimento entre os anos de 2017 e 2018.

3. DESENVOLVIMENTO

3.1. ANAMNESE

Mcqueen nasceu de parto natural de 38 semanas. É “filho do coração” (adotado). Sua mãe biológica apresentava problemas psicológicos, convulsões e crises de “ausência”. Logo após o nascimento, Mcqueen permaneceu em uma casa de adoção até ser adotado aos nove dias de vida.

Seu grupo familiar foi composto por pai, mãe e irmã (20 anos) também adotada, desde a adoção até o mês de maio de 2018 quando seu pai faleceu por conta de um infarto fulminante. Atualmente mora com a mãe e a irmã. Sua primeira palavra foi “pai” antes de um ano. Nos primeiros meses de vida apresentou seu desenvolvimento dentro da normalidade, respeitando os marcos do desenvolvimento infantil, porém andando com autonomia com 1 ano e meio de idade.

Desfraldou com 4 anos de idade, pedindo para fazer xixi, mas até os dias de hoje não pede para evacuar, fazendo na roupa. Entrou na escola com 2 anos e meio e apresentou dificuldades na adaptação inicial, chorando muito quando estava em grupo e se acalmando quando retirado de sua turma. Apresentava dificuldades nas relações com outras crianças e não tinha fala desenvolvida e até hoje apresenta ecolalia.

Com 2 anos e meio, o primeiro diagnóstico: síndrome teratogênica (SAF). A SAF é um transtorno grave do espectro de desordens fetais alcoólicas e constitui um quadro clínico complexo que podem ocorrer em crianças cuja mãe consumiu bebida alcoólica durante a gestação.

Os principais efeitos decorrem na formação cerebral, anomalias no sistema nervoso central, retardo no crescimento e déficit no desenvolvimento cognitivo e comportamental. Aos 3 anos o diagnóstico do TEA (Transtorno do Espectro Autista). Medicação utilizada dos 3 aos 8 anos receitada por psiquiatra infantil e neuropediatra: neuleptil, risperidona, haldol, trileptal, aristab e depakote. Atualmente: risperidona.

Nunca teve convulsão (segundo a mãe). Demonstra intencionalidade na maioria de suas ações e não tem o hábito de fazer birras. Tem facilidade de formar vínculo afetivo com adultos. Atualmente está em atendimento terapêutico de: Psicomotricidade, Fonoterapia, Terapia Ocupacional, capoeira, Pedagogia e natação. Estuda em escola regular, sua classe é composta por 16 colegas e tem uma mediadora exclusiva para ele.

3.2. DIFERENÇAS INDIVIDUAIS

Cada criança tem uma capacidade única de absorver, integrar, gerenciar e reagir a estímulos sensoriais do ambiente, de outros e de seu próprio corpo. Não há duas crianças que, por exemplo, sejam iguais em sua expressão do Autismo ou outros desafios de relacionamento e comunicação. A seguir listaremos algumas diferenças individuais do Mcqueen divididas em POTENCIALIDADES e DIFICULDADES

3.2.1. POTENCIALIDADES DE MCQUEEN

Ambiente familiar: apresenta-se bastante calmo e regulado interagindo muito bem com todos de seu contexto familiar demonstrando grande conexão e vínculo afetivo com sua mãe.
Aspectos psicomotores: devido ao componente de busca vestibular-proprioceptiva, demonstrou ótimas valências psicomotoras como: equilíbrio corporal, velocidade, agilidade e coordenação motora ampla.

“Está aberto ao mundo”: é receptivo aos contatos físicos, está aberto ao toque, é bastante afetuoso e adora dar beijos e abraços.
Linguagem expressiva: apesar da fala pouco desenvolvida, demonstra intencionalidade em seus desejos através de gestos e em suas emoções através de expressões faciais e curtas palavras.

Linguagem receptiva: se orienta bem auditivamente no ambiente, percebe a fonte auditiva principal diferenciando da voz de fundo, compreende questões e segue comandos simples.
Sistema tátil: demonstra-se receptivo às atividades com texturas secas, prolongando o tempo de engajamento e adora ficar descalço.

3.2.2. DIFICULDADES DE MCQUEEN

Organização espacial: tem como estereotipias seus “rituais” de organização/localização espacial, responde melhor às atividades quando está mapeado em um espaço menor. Tem um perfil de busca vestibular-proprioceptiva, apresenta dificuldades no processamento espaço-visual, dificultando o engajamento e atenção compartilhada (prefere ficar correndo de um lado para o outro sem intencionalidade).

Sistema visual: apresenta hiperresponsividade, é sua principal via de desregulação, principalmente quando visualiza multidões.
Sistema tátil: hiporresponsivo, evacuando na roupa e não ficando incomodado quando está sujo. Tem seu limiar de dor elevado, foi pego no recreio da escola brincando no formigueiro e nada sentiu.

Práxis (função executiva): apresenta dificuldades no planejamento motor e consequentemente nas praxias. Seus maiores déficits são na idealização, planejamento e sequenciamento, principalmente no que diz respeito às AVD’s (atividades de vida diárias).
Interação social: gradativamente vem apresentando melhora nesse aspecto, mas ainda apresenta dificuldades na socialização, principalmente com crianças ou adultos que não são do seu cotidiano.

3.3. UM ANO DE ATENDIMENTO ENTRE AS AVALIAÇÕES

Entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018 foram exatamente 50 sessões de atendimentos de terapia Psicomotora baseadas no Modelo DIR/Floortime.
De acordo com o Sistema Psicomotor Humano (SPMH), Mcqueen foi estimulado durante as terapias nos seguintes aspectos: Tonicidade, Equilibração, Lateralização, Noção do corpo, Estruturação espaço-temporal, Praxia global e Praxia Fina.

A dinâmica sistêmica do SPMH requer a participação dialética e total das três unidades funcionais do cérebro proposta por Luria (1975). Este modelo de organização funcional, já confirmado por inúmeras investigações em indivíduos com múltiplos traumatismos e disfunções, confere ao cérebro a função da integração, elaboração e expressão do movimento voluntário.

O pano de fundo das sessões de Psicomotricidade são atividades baseadas no Modelo DIR/Floortime utilizando-se do lúdico para favorecer os aspectos pertinentes ao desenvolvimento infantil.
O Modelo DIR (Developmental, Individual Difference Relationship-Based), que adota uma abordagem desenvolvimentista e considera a família como um fator contribuinte para o sucesso e a manutenção das habilidades aprendidas e vividas pelas crianças (Tracker, 2001).

Segundo esse modelo a criança alcança a plenitude do desenvolvimento emocional e intelectual ao atingir seis marcos básicos: noção de regulação e interesse pelo mundo externo; engajamento e relacionamento; intencionalidade e comunicação em duas vias; solução de problemas, regulação de humor e formação de um sentido de self; aparecimento dos símbolos e uso de palavras e ideias; capacidade de abstração visando ao pensamento lógico e sentido de realidade (Greenspan & Wieder, 2000).

À medida que seu filho passa da infância para a idade escolar, a importância do tempo passado no chão vai muito além da mera diversão. Durante o tempo que vocês passam juntos no chão, seu filho alargará sua imaginação e compreensão lógica do mundo à medida que representa jogos de faz de conta e entra em choque com você sobre regras. Utilizará gestos e palavras para exprimir suas necessidades e explorar uma ampla gama de emoções, da excitação à raiva. Ele também aperfeiçoará suas habilidades físicas à medida que seus músculos se fortalecem e crescem. (Greenspan, 2000).

3.4. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO CDI (CENTRO DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE RECIFE-PE)

O objetivo do FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL é traçar um panorama individual para cada criança considerando seu desempenho individual dentro dos aspectos psicomotores em ambiente terapêutico. Para fins de padronização, utilizaremos os níveis (de 1 á 4) de desenvolvimento infantil apresentados pelo Dr. Greenspan e adotado pelo modelo DIR/Floortime, com a finalidade de compreender e mensurar o desenvolvimento global da criança. Durante os atendimentos a criança foi avaliada destes seus princípios básicos de desenvolvimento até as habilidades que já eram esperadas pela sua idade cronológica.

3.4.1. CAPACIDADES FUNCIONAIS DE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL: (FEDCs)

Nível 1- Autorregulação e interesse pelo mundo: o primeiro nível de desenvolvimento é relacionado à habilidade da criança para regular sua atenção e comportamento enquanto se interessa por diferentes sensações (estímulos auditivos, visuais e movimento).

Nível 2 - Formar relacionamentos, engajamento e vínculo afetivo: o segundo nível de desenvolvimento tem relação com a habilidade de a criança engajar em relações que incluam um leque de prazer, conforto e sentimentos.

Nível 3 - Círculos de comunicação: O terceiro nível é relacionado à habilidade da criança de se envolver intencionalmente em situações de comunicação. Em seu nível mais básico, envolve a capacidade da criança de abrir e fechar círculos de comunicação.

Nível 4 - Organização do comportamento, resolução de problemas: o quarto nível de desenvolvimento envolve a junção de diversos círculos de comunicação dentro das sequências interativas. Isso envolve a habilidade de manter o fluxo comunicativo (ida e volta), necessário para negociar muitas das necessidades da vida.

3.4.2 – RESPOSTAS POSSÍVEIS PARA CADA ASPECTO ANALISADO

SIM - plenamente, com autonomia e em diversas situações.
EMERGINDO – ocasionalmente e sem suporte.
COM SUPORTE – suporte físico e/ou verbal consegue realizar a ação.
NÃO – não conseguiu realizar a ação.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para melhor compreensão e visualização, utilizaremos de esquemas para analisarmos e compararmos os resultados. Onde nos esquemas os itens grifados em amarelo foram onde ocorreu melhora no ano de 2018.

Esquema 1: NÍVEL 1- Autorregulação e Interesse pelo mundo
ASPECTOS ANALISADOS 2017 2018

Interesse por brinquedos
SIM SIM
Interesse por crianças - COM SUPORTE EMERGINDO
Permanece calmo - COM SUPORTE EMERGINDO
Gosta de movimento -SIM SIM
Hipo reativo - NÃO NÃO
Confortável com o toque - SIM - SIM
Hiper reativo - SIM SIM
Fonte: FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO C.D.I.

Esquema 2: NÍVEL 2 - Formar relacionamentos, engajamento e vínculo afetivo
ASPECTOS ANALISADOS 2017 2018

Demonstra interesse pelo Terapeuta - SIM SIM
Tem curiosidade pelas brincadeiras do Terapeuta - SIM SIM
Mostra proximidade física ao Terapeuta - SIM SIM
Evita o olhar - NÃO NÃO
Engaja/comunica em espaços amplos - COM SUPORTE EMERGINDO
Mostra-se desconfortável se o Terapeuta não responde de forma apropriada - SIM SIM
Fonte: FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO C.D.I.

Esquema 3: Nível 3 - Círculos de comunicação
ASPECTOS ANALISADOS 2017 2018

Abre círculos de comunicação - COM SUPORTE EMERGINDO
Fecha círculos de comunicação - SIM SIM
Demonstra raiva ou agressividade - NÃO NÃO
Usa linguagem (gestual ou verbal) - EMERGINDO SIM
Inicia ações intencionais - EMERGINDO EMERGINDO
Responde de forma adequada (nem de mais, nem de menos) - COM SUPORTE EMERGINDO
Fonte: FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO C.D.I.

Esquema 4: Nível 4 - Organização do comportamento, resolução de problemas
ASPECTOS ANALISADOS - 2017 2018 Executa vários círculos de comunicação - NÃO COM SUPORTE
Imita / segue a ideia do cuidador - COM SUPORTE EMERGINDO
Fonte: FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO C.D.I.

5. CONCLUSÃO

Após um ano de estímulos, Mcqueen foi submetido ao mesmo protocolo de avaliação, o FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO GLOBAL DO DESENVOLVIMENTO DO CDI (CENTRO DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE RECIFE-PE).
Observa-se que Mcqueen apresentou evolução nos quatro níveis analisados.

Pude observar bem de perto a otimização de seu desenvolvimento pelos seguintes aspectos: ter permanecido mais tempo calmo; ter engajado, se comunicado e se relacionado em espaços mais amplos; pelo fato dele sustentar por mais tempo os círculos de comunicação com linguagem verbal (apenas palavras simples) e consequentemente ter organizado seu comportamento para resolução de problemas (simples).

O objetivo da terapia de Psicomotricidade baseada no Modelo DIR/Floortime é ajudar a criança através do lúdico a ter um caminho de desenvolvimento saudável o quanto antes possível, ajudando-a a dominar o elemento fundamental para relacionar-se, comunicar-se e pensar. As transformações emocionais que apoiam a formação simbólica e o pensamento reflexivo continuarão durante a estrada da vida, resultando em diferentes níveis de inteligência e sabedoria.

6. AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus.
Ao meu grande amigo Mcqueem! O maior motivador de eu buscar o conhecimento que será aplicado a muitas outras crianças e famílias.
A minha família por sempre acreditar em meu trabalho e por me apoiar incondicionalmente.

7. REFERÊNCIAS

American, P.A. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM – (5ª). (M.I.C. Nascimento, trad.) Porto Alegre: Artmed. 2014. p 53.
Fonseca, Vitor. Manual de observação psicomotora: significação psiconeurológica dos fatores psicomotores. 2ª ed. – Rio de Janeiro: Wak Editora, 2012. p 14.
Greenspan, Stanley I. Filhos emocionalmente saudáveis, íntegros, felizes, inteligentes. Tradução de Sérgio Teixeira. Rio de Janeiro : Campus. 2000. p 316.
Greenspan, S., & Wieder, S. A devenlopmental approuch to difficulties in relating and communicating in autismo spectrum disorders and related syndromes. Em A. Wetherby & B. Prizant (Orgs). Autism spectum disorders. A Transitional developmental perspective. Baltimore: Paul H. Brooks. 2000. p 279-231.
Luria, A. R. La Organization Functional del Cerebro, in Scientifc American Biologia Contemporânea, Blume, 1975.
Piacentini, P., Goldstein, A. & Capelli, D. Brincar e desenvolver: um caminho para o mundo do autismo. Recife: Libertas. 2011. p 13-26.
Tracker, A. A Play and Práxis in children with autismo: observations and interventions strategies. Em Miller-Kuhaneck, H. Autism: a comprehensive occupational therapy approach. Maryland: Victor Graphics. 2001. p. 133-152.

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